terça-feira, 8 de novembro de 2005

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"EM QUE SEMITONS VOCÊ SUSSURRA"



EM QUE SEMITONS
VOCÊ SUSSURRA
OS SONS DE HASSEL?
YOU WHISPER
HASSEL'S SOUNDS
LIKE
HASSEL'S POEMS
THROUGH ELECTRIC
FLOATING TRUMPET
SONGS
SOBREVOAM
QUASE COLEAN
RASTEJAM
SOBRE SAVANA NOTURNA
BARRO (PLACAS DE)
MUD (CLUSTERS OF)
SOBRE PELE NEGRA
ON BLACK SKIN
ON BLACK DRUMS
SOBRE EL CUERO
DE LOS TIMBALES
GOLD (CLUSTERS OF)
FILIGRANAS DE AÇO
ACERO DULCE
PÓ DE BRONZE
EM QUE TÍMPANOS
REPERCUTEM
HASSEL'S
TRUMPET SONGS?


(para Jon Hassel)
Igor Marques
14 de abril/2006 

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"scarlettering"

SCARLETTERING
LETRA ESCARLATE
BICO DE LACRE
MUDA BOCA RUBRA
MOUTH AND EYES WIDE SHUT
DEHYDRATED BLOOD STAINS
IN QUIET DESPAIR

terça-feira, 25 de outubro de 2005

"cálcio . branco de titânio"

CÁLCIO. BRANCO DE TITÂNIO . COVA RASA NO DESERTO SEM DUNAS . NADA A DECLARAR . APENAS PALAVRAS QUE NUNCA SERÃO DITAS . ÚLTIMAS PALAVRAS . NO EPITÁFIO . AS CANÇÕES INAUGURAIS . AMOR E DESAMOR . ESCOLHA O INÍCIO E O FIM . AS CANÇÕES SERÃO AS MESMAS . PARA COMEÇAR E PARA TERMINAR . NO PAÍS . O PRESIDENTE TOMA POSSE NA TELEVISÃO DO PAÍS ONDE ENCERRO MINHA NOVELA . CAPITULO E ME ENTREGO AO FIM . INERTE . AINDA ESCUTO AS CIGARRAS ANUNCIANDO O CALOR


igor k marques

"INCOERENTE . CAMBALEANTE . O DESENHO"

INCOERENTE . CAMBALEANTE . O DESENHO SE ARTICULA . ERIGINDO-SE ÉBRIO . ATÔNITO . EM TRANSE EFÊMERO . REPENTINAMENTE ILUMINADO . APARIÇÃO TERMINAL . ECTOPLASMA EM ESTADO DE GRAÇA . SONÂMBULO EQUILIBRISTA . PARA . EM SEGUIDA . DESMANTELAR-SE DESVERTEBRADO . IMPLODIDO COMO PRÉDIO CONDENADO . DE ARQUITETURA INVIÁVEL . MINANDO RESINA . SANGRANDO COR . SILENCIOSA E INAPELAVELMENTE . DIANTE DOS OLHOS DE SEU CRIADOR . QUE CAMBALEANTE E ATÔNITO SE REARTICULA . COMO APARIÇÃO TERMINAL . EM INSUSTENTÁVEL NIRVANA . O DESENHO ...

sábado, 22 de outubro de 2005

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MONO.CHROME.MONO
SILK SHEET ON BLACK SKIN
CHARCOAL AND STEEL
ICE IN THE MOON
RED SPOT ON THE BACK
OF A MANDRILL

OS FARÓIS NA CURVA REVELAM
LONGAS MARCAS DE PNEUS
SULCOS CONCÊNTRICOS NO VINIL
ABRIGAM SOM
E SILÊNCIO
MERCÚRIO
(SOM)
MARTE
(SILÊNCIO)
MAIS PRÓXIMOS DA LUA NEGRA
(ROUND SPOT IN THE FULL MOON)

FENDA RUBRA NA PELE BRANCA
EXALA O DOCE AROMA DA CARNE

NADANDO EM CÍRCULOS
UM TUBARÃO EM ÁGUAS TÉPIDAS
SALIVA PALAVRAS
DEFLAGRANDO A FALA VORAZ
DA PRESA E DO PREDADOR
DO OUVINTE E DO INTERLOCUTOR
QUE POR BREVES INSTANTES
CONFUNDEM PAPÉIS
NA NOITE DO ECLIPSE LUNAR
 
 
Igor Marques
1998

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sexta-feira, 21 de outubro de 2005

"THE FIRST SONGS OF THE END"






THE FIRST SONGS
OF THE END
AS CANÇÕES INAUGURAIS
DO FIM



(I)



RE EXUMO 
PARA RE EXAME
CORPO E ALMA EXANGUES
NUMA CERTA FORMA INDOLOR 
DE AUTO VIVISSECÇÃO?
O QUE MAIS EXTRAIR
QUANDO CHEGAMOS AO OSSO?
A PRIMEIRA CANÇÃO DO FIM 




(II)



COMO BRILHAR SEM VERNIZ?
COMO LIVRAR-SE DO DISCURSO PRONTO?
DA RETÓRICA VAZIA 
OU LARGAR DE VEZ A POESIA 
PARA TORNAR-SE UM BEM PAGO GHOST WRITER?
(WHO CARES, AFTER ALL THESE YEARS?) 
COMO LIDAR COM A REPULSA DO INQUISIDOR 
COM A CENSURA DO DETRATOR?
COMO NÃO SUCUMBIR AO ELOGIO 
DO ADMIRADOR INCONDICIONAL?
I CAN'T GO BACK
AND I CAN'T STAND STILL
A SEGUNDA CANÇÃO DO FIM




(III)


GRATEFUL DEATHS 
SKINLESS WORDS
FACELESS MASKS 
PALAVRAS SEM POLPA E RAIZ
MÁSCARAS ESFACELADAS
(CONVÉM DESCARTAR CASCA E SEMENTE)
O INVARIÁVEL SORRISO DA CAVEIRA
PRESSUPÕE FELICIDADE ETERNA 
APÓS A MORTE?
HELP ME RISE ABOVE THE GROUND
(A TERCEIRA CANÇÃO DO FIM)




(IV)


DOCES DESFALECIMENTOS 
GRATIFICANTES DIAS MORTOS POR VIR
ESTAMPADOS NO PEQUENO ROSTO
DO RECÉM NASCIDO
ESGARES DESOSSADOS
GRATEFUL DEAD DAYS
IT WON'T TAKE LONG 
TO LAY ME DOWN
VIVER INSONE ATÉ A PRIMEIRA 
LUZ AZULADA DA MANHÃ
TODOS OS DIAS
ATÉ A ÚLTIMA NOTA
DA CANÇÃO TERMINAL 
ESTERTOR OU LAMENTO?




igor k marques
2006/2011 
18.06.12



















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não digo nada





NÃO DIGO NADA
FRASE NENHUMA VEM A MIM
APENAS O QUE ESTÁ CONTIDO
ATRÁS DA PALAVRA 
LAVRA SECRETA
EXCRETO
QUASE MUDO 


MATO ESCURO
POR FALTA DE LUZ
DEFINIÇÃO INSUFICIENTE
NÃO COISAS
NENHUM CONTRASTE 


ENTRE OS DOIS FILMES
O “NOIR”
OS FOTOGRAMAS IMPRESSOS
NA MEMBRANA DAS PÁLPEBRAS
NEGATIVO EM CORES
OU REVELAÇÃO EXATA
DO MUNDO DO NÃO OLHAR
LUGAR DO SONO DIURNO
ONDE NÃO HÁ O REAL 


PISCO LOGO MINTO
SÍNCOPE
VISÃO ALTERNADA
RADIOFOTO DE SONDA ESPACIAL
MERGULHADA EM BURACO NEGRO 


DURANTE O SONHO
ABRIR OS OLHOS
EM INTERVALOS CURTOS
E REGULARES
PISCAR ÀS AVESSAS
CALAR E FALAR
E
CALAR E FALAR 


SOM E SILÊNCIO
FAZEM MÚSICA
SÓ FALAR
É RUÍDO
PISCAR É VER
SÓ OLHAR É CEGUEIRA
A MORTE 






Igor K Marques




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